Artigo da Veja (O DOUTOR TINHA RAZÃO)
Está provado: o regime pró-gorduras promovido pelo americano Atkins é mais eficiente e, surpresa, mais saudável
Há alguns anos, um embate estético-científico mobiliza as multidões de pessoas acima do peso nos Estados Unidos, principalmente, mas no resto do mundo também. De um lado da espaçosa trincheira estão os defensores do tradicional regime de baixas calorias: emagrecerá com eficácia quem comer arroz, massas ou pão em pequenas quantidades, carne magra, hortaliças e frutas. De outro, os entusiastas do consumo quase zero de carboidratos: perderá peso sem muito sacrifício quem se empanturrar de carnes (de preferência bem gordurosas), queijos, cremes e ovos, deixando de fora não só a lasanha e o bolo, mas também a maioria das frutas e muitas verduras e legumes que contêm alto teor de açúcar. Pelo bom senso mais elementar, considerou-se durante décadas que endocrinologista sensato era o que assinava embaixo do primeiro regime, aparentemente muito mais saudável. Só um grupo de médicos tidos como irresponsáveis – e clientes do, com o perdão da palavra, peso de Vera Fischer e Carolina Dieckmann – fazia coro com o guru da "dieta da proteína", o médico americano Robert Atkins, que por mais de trinta anos combateu os carboidratos e defendeu a gordura, desafiando todas as associações médicas de seu país (o lado bom foi que ficou milionário com a venda de livros e produtos dietéticos). Na semana passada, dois estudos divulgados pela revista New England Journal of Medicine, ambos conduzidos por instituições acima de qualquer suspeita, viraram o jogo: comprovaram que quem tinha razão era o doutor Atkins, que morreu em abril, aos 72 anos,ao escorregar no gelo e bater a cabeça em uma rua de Nova York. "Foi uma surpresa. Comecei a pesquisa bastante cético quanto à alegação de que a dieta de Atkins não fazia mal e tive de abrir minha mente", admitiu Gary Foster, diretor do Programa para Distúrbios de Peso e Alimentação da Universidade da Pensilvânia, que coordenou uma das pesquisas.
A novidade dos dois estudos é comparar pela primeira vez, diretamente, os efeitos da dieta das proteínas e do regime convencional, por um período de um ano. No estudo conduzido por Foster e avalizado por pesquisadores da Universidade Washington, em St. Louis, e da Universidade do Colorado, em Denver, 63 pessoas obesas, mas saudáveis, receberam aleatoriamente a incumbência de seguir uma ou outra dieta, sem acompanhamento médico. A turma do regime ortodoxo tinha de seguir, como bem entendesse, um limite de calorias e de gorduras. A turma do bacon com ovos ganhou um exemplar do livro do doutor Atkins. Seis meses depois, este segundo grupo havia perdido 7 quilos; o outro, apenas 3. Mais significativo ainda (veja quadro à dir.) foi o impacto dos dois regimes sobre a saúde das coronárias: no grupo das proteínas, o nível de colesterol "bom", conhecido pela sigla HDL, que previne o entupimento de artérias, aumentou 18% (no outro, subiu 3%), e o de triglicérides, que tem efeito contrário, baixou 28% (no outro, subiu 1%). Os níveis de LDL, o chamado colesterol "ruim", permaneceram praticamente os mesmos nos dois grupos. Os fiéis de Atkins, agora animadíssimos com a vingança póstuma, relembram que sempre pregaram que esse era, mesmo, o resultado previsto do seu regime: na falta de carboidratos, argumentam, a gordura assume o papel de supridora de energia para o corpo, e nessa função é queimada, em vez de se transformar em tecido adiposo na cintura ou em entupidora contumaz de artérias.
Resultados muito parecidos foram aferidos na outra pesquisa, do Veterans Administration Hospital da Filadélfia, que aplicou as dietas a dois grupos de obesos mórbidos, com problemas de hipertensão e diabetes, num total de 132 pessoas: em seis meses, a turma do Atkins tinha perdido 5,4 quilos e a outra, 1,8, com efeitos semelhantes sobre as taxas de colesterol. Ainda ressabiado, Foster é cauteloso: "Tudo o que sabemos até agora é que a dieta das proteínas é potencialmente viável e precisa de mais testes".
"Remover o carboidrato da dieta po"Remover o carboidrato da dieta pode, mesmo, ter um primeiro efeito positivo sobre a taxa de triglicérides, e comer gordura pode aumentar o HDL", observa o cardiologista Francisco Fonseca, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Está provado: o regime pró-gorduras promovido pelo americano Atkins é mais eficiente e, surpresa, mais saudável
Há alguns anos, um embate estético-científico mobiliza as multidões de pessoas acima do peso nos Estados Unidos, principalmente, mas no resto do mundo também. De um lado da espaçosa trincheira estão os defensores do tradicional regime de baixas calorias: emagrecerá com eficácia quem comer arroz, massas ou pão em pequenas quantidades, carne magra, hortaliças e frutas. De outro, os entusiastas do consumo quase zero de carboidratos: perderá peso sem muito sacrifício quem se empanturrar de carnes (de preferência bem gordurosas), queijos, cremes e ovos, deixando de fora não só a lasanha e o bolo, mas também a maioria das frutas e muitas verduras e legumes que contêm alto teor de açúcar. Pelo bom senso mais elementar, considerou-se durante décadas que endocrinologista sensato era o que assinava embaixo do primeiro regime, aparentemente muito mais saudável. Só um grupo de médicos tidos como irresponsáveis – e clientes do, com o perdão da palavra, peso de Vera Fischer e Carolina Dieckmann – fazia coro com o guru da "dieta da proteína", o médico americano Robert Atkins, que por mais de trinta anos combateu os carboidratos e defendeu a gordura, desafiando todas as associações médicas de seu país (o lado bom foi que ficou milionário com a venda de livros e produtos dietéticos). Na semana passada, dois estudos divulgados pela revista New England Journal of Medicine, ambos conduzidos por instituições acima de qualquer suspeita, viraram o jogo: comprovaram que quem tinha razão era o doutor Atkins, que morreu em abril, aos 72 anos,ao escorregar no gelo e bater a cabeça em uma rua de Nova York. "Foi uma surpresa. Comecei a pesquisa bastante cético quanto à alegação de que a dieta de Atkins não fazia mal e tive de abrir minha mente", admitiu Gary Foster, diretor do Programa para Distúrbios de Peso e Alimentação da Universidade da Pensilvânia, que coordenou uma das pesquisas.
A novidade dos dois estudos é comparar pela primeira vez, diretamente, os efeitos da dieta das proteínas e do regime convencional, por um período de um ano. No estudo conduzido por Foster e avalizado por pesquisadores da Universidade Washington, em St. Louis, e da Universidade do Colorado, em Denver, 63 pessoas obesas, mas saudáveis, receberam aleatoriamente a incumbência de seguir uma ou outra dieta, sem acompanhamento médico. A turma do regime ortodoxo tinha de seguir, como bem entendesse, um limite de calorias e de gorduras. A turma do bacon com ovos ganhou um exemplar do livro do doutor Atkins. Seis meses depois, este segundo grupo havia perdido 7 quilos; o outro, apenas 3. Mais significativo ainda (veja quadro à dir.) foi o impacto dos dois regimes sobre a saúde das coronárias: no grupo das proteínas, o nível de colesterol "bom", conhecido pela sigla HDL, que previne o entupimento de artérias, aumentou 18% (no outro, subiu 3%), e o de triglicérides, que tem efeito contrário, baixou 28% (no outro, subiu 1%). Os níveis de LDL, o chamado colesterol "ruim", permaneceram praticamente os mesmos nos dois grupos. Os fiéis de Atkins, agora animadíssimos com a vingança póstuma, relembram que sempre pregaram que esse era, mesmo, o resultado previsto do seu regime: na falta de carboidratos, argumentam, a gordura assume o papel de supridora de energia para o corpo, e nessa função é queimada, em vez de se transformar em tecido adiposo na cintura ou em entupidora contumaz de artérias.
Resultados muito parecidos foram aferidos na outra pesquisa, do Veterans Administration Hospital da Filadélfia, que aplicou as dietas a dois grupos de obesos mórbidos, com problemas de hipertensão e diabetes, num total de 132 pessoas: em seis meses, a turma do Atkins tinha perdido 5,4 quilos e a outra, 1,8, com efeitos semelhantes sobre as taxas de colesterol. Ainda ressabiado, Foster é cauteloso: "Tudo o que sabemos até agora é que a dieta das proteínas é potencialmente viável e precisa de mais testes".
"Remover o carboidrato da dieta po"Remover o carboidrato da dieta pode, mesmo, ter um primeiro efeito positivo sobre a taxa de triglicérides, e comer gordura pode aumentar o HDL", observa o cardiologista Francisco Fonseca, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Super interessante
revista SUPER INTERESSANTE- REPORTAGEM
Desde 1950, médicos de todo o mundo tentam encontrar diretrizes confiáveis para conter a expansão de barrigas e cinturas. Nos anos 60, pesquisas indicaram que a gordura aumenta a taxa de colesterol e facilita a obstrução das veias. Assim, ela se tornou o inimigo número 1. Bacon e manteiga, nozes e azeite de oliva foram banidos do cardápio ideal. Milhões de pessoas em todo o mundo seguiram as recomendações e os fabricantes de alimentos estamparam "sem colesterol" ou "50% menos gordura" nos mais diversos produtos. Para matar a fome, muita gente aumentou o consumo de carboidratos.
E o que aconteceu? As cinturas continuaram crescendo. Nos Estados Unidos, segundo o centro Nacional de Estatística de Saúde, a taxa de obesidade pulou de 13% (nos anos 60) para 22% (em 80). E países que consomem muita gordura, como França e Grécia, têm taxas de obesidade e de ataques cardíacos menores que os americanos.Em 1972, um médico americano lançou uma dieta que soava como heresia criminosa. Ela limitava o consumo de frutas e pães, os alimentos mais recomendados pelos caçadores de gordura, e liberava a ingestão de gorduras e carnes. Robert Atkins vendeu mais de 15 milhões de livros no mundo e ganhou fama de picareta. Ele acreditava que o açúcar (e o nível de insulina provocado por ele) era o verdadeiro responsável pelo aumento de peso e doenças entre seus conterrâneos. As gorduras, ele dizia, estão longe de ser vilãs.
E ele tinha razão. Pelo menos em parte. Os avanços da endocrinologia permitiram que os estudos acompanhassem a reação do corpo aos diferentes tipos de alimento e provassem que as gorduras não fazem só mal. Elas realmente elevam o colesterol ruim (conhecido como LDL), mas algumas elevam também o colesterol bom (conhecido como HDL). O HDL faz bem ao coração. Além disso, está ficando claro que comer um pouco de gordura sacia a fome. Assim quando ingerimos gorduras de menos, acabamos comendo açúcar demaisA questão é que nem toda gordura é igual - há muitos tipos delas, cada uma com uma estrutura molecular diferente e, conseqüentemente, com um efeito distinto sobre o corpo. Para resumir, gorduras sólidas são piores que a líquidas. As sólidas são de dois tipos: saturadas e (como a manteiga) e trans - também chamadas de gorduras vegetais hidrogenadas (como a maior parte das margarinas). Já as gorduras líquidas são insaturadas, como azeite e óleos presentes em castanhas. Essas são melhores porque aumentam o HDL. As gorduras líquidas também são divididas em dois grupos: monoinsaturadas (abacate, nozes, azeite) e polinsaturadas (peixe, óleo de soja). As gorduras polinsaturadas são as únicas que o corpo não produz sozinho, e elas também vêm em dois tipos: ômega-3 e ômega-6. A ômega-6, que está no óleo de soja, nas carnes e nos laticínios, é muito abundante nos alimentos, e portanto, você não precisa se preocupar em consumi-la. Mas a ômega-3 é rara, daí a importância de comer peixe, frutos do mar e óleos de canola e linhaçaPor muito tempo, a gordura saturada foi vista como a pior. Mas hoje se sabe que ela, ao mesmo tempo em que aumenta o LDL, aumenta também o HDL - ou seja, não faz só mal. Hoje é na gordura trans que a etiqueta "Livre-se disso!" se dependura. O processo de hidrogenização - que consiste em adicionar hidrogênio à gordura vegetal - permite que o produto dure mais tempo na prateleira do supermercado, mas eleva muito o LDL no sangue. Um ótimo negócio para os fabricantes, um péssimo negócio para você. Seu corpo vai agradecer se o sorvete, batata frita de saquinho e margarina forem trocados por sorbet, brócolis e azeite. Além disso, é bom ficar atento aos rótulos e evitar produtos que têm "gordura vegetal hidrogenada" na lista de ingredientes.
A reabilitação das gorduras fez emergirem acusações contra outro grupo de alimentos: os carboidratos. A idéia de emagrecer comendo bacon no café da manhã convenceu muita gente cansada de privações na tentativa de perder peso. Hoje, milhões de pessoas (26 milhões só nos Estados Unidos) seguem dietas que limitam a ingestão de carboidratos. Muitos nutricionistas estão esperneando, afinal não há estudos que garantam que tanta proteína e gordura não tenha efeitos negativos a longo prazo. Para atender à nova demanda, a indústria de alimentos estampou "sem carboidratos" ou "baixo índice glicêmico" nas embalagens."Índice glicêmico" é a medida do nível de glicose que o alimento gera no sangue. Carboidratos como grãos integrais e fruta têm índice glicêmico baixo - eles são ricos em fibras, que retardam a absorção de açúcar. Outros, como pão e arroz brancos, batata e açúcar têm índices altíssimos. Eles elevam rapidamente a taxa de glicose no sangue e forçam o corpo a armazenar o excesso dentro das células. Quem faz o trabalho de armazenamento é a insulina. Quando comemos alimentos de alto índice glicêmico, produzimos muita insulina de uma só vez. O excesso do hormônio diminui o nível de glicose no sangue e a queda faz o corpo pedir mais, gerando a sensação de fome. Ou seja, consumir muita comida com alto índice glicêmico pode aumentar a compulsão alimentar. E não é só isso: está ficando mais claro que esses altos e baixos na produção de insulina podem levar a diabetes tipo 2, uma doença séria, cuja incidência está explodindo.
A má notícia é que isso significa abrir mão de comer arroz branco e batata todo dia. Além de índice glicêmico altíssimo, eles têm poucos nutrientes comparados a substitutos como brócolis ou ervilhas. E, se você acha impossível substituir arroz, passe em uma loja de produtos naturais. Amaranto, cevada, e quinoa são só alguns dos grãos que você deixa de lado ao optar pela monotonia alva do arroz nosso de cada dia.
Opnião do blogueiro
A dieta cetogênica, isto é, aquela que corta todos os tipos de carboidratos durante a dieta, é excelente para a perda de peso de forma rápida e de certa forma com certa segurança, entretando a falta de carbos e a auta ingestão de gordura pode resultar num aumento do colesterol ruim, e assim como houve rápida perda de peso durante o período longe de carboidratos, o retorno da vida alimentar antes da dieta cetogenica, resultara num ganho de peso tão rapido quanto a perda do mesmo. O mais interessante ao meu ver, seria o ciclo de carbos, ou seja, ingerir os carbos por poucos periodos de tempo, por exemplo no fim de semana(sabado e domingo) e durante a semana (segunda a sexta), manter a baixa ingestão de carbos, sendo estes de preferência baixo indice glicêmico, logicamente se o objetivo é a perda de gordura, assunto que sera debatido nos proximos posts !
Desde 1950, médicos de todo o mundo tentam encontrar diretrizes confiáveis para conter a expansão de barrigas e cinturas. Nos anos 60, pesquisas indicaram que a gordura aumenta a taxa de colesterol e facilita a obstrução das veias. Assim, ela se tornou o inimigo número 1. Bacon e manteiga, nozes e azeite de oliva foram banidos do cardápio ideal. Milhões de pessoas em todo o mundo seguiram as recomendações e os fabricantes de alimentos estamparam "sem colesterol" ou "50% menos gordura" nos mais diversos produtos. Para matar a fome, muita gente aumentou o consumo de carboidratos.
E o que aconteceu? As cinturas continuaram crescendo. Nos Estados Unidos, segundo o centro Nacional de Estatística de Saúde, a taxa de obesidade pulou de 13% (nos anos 60) para 22% (em 80). E países que consomem muita gordura, como França e Grécia, têm taxas de obesidade e de ataques cardíacos menores que os americanos.Em 1972, um médico americano lançou uma dieta que soava como heresia criminosa. Ela limitava o consumo de frutas e pães, os alimentos mais recomendados pelos caçadores de gordura, e liberava a ingestão de gorduras e carnes. Robert Atkins vendeu mais de 15 milhões de livros no mundo e ganhou fama de picareta. Ele acreditava que o açúcar (e o nível de insulina provocado por ele) era o verdadeiro responsável pelo aumento de peso e doenças entre seus conterrâneos. As gorduras, ele dizia, estão longe de ser vilãs.
E ele tinha razão. Pelo menos em parte. Os avanços da endocrinologia permitiram que os estudos acompanhassem a reação do corpo aos diferentes tipos de alimento e provassem que as gorduras não fazem só mal. Elas realmente elevam o colesterol ruim (conhecido como LDL), mas algumas elevam também o colesterol bom (conhecido como HDL). O HDL faz bem ao coração. Além disso, está ficando claro que comer um pouco de gordura sacia a fome. Assim quando ingerimos gorduras de menos, acabamos comendo açúcar demaisA questão é que nem toda gordura é igual - há muitos tipos delas, cada uma com uma estrutura molecular diferente e, conseqüentemente, com um efeito distinto sobre o corpo. Para resumir, gorduras sólidas são piores que a líquidas. As sólidas são de dois tipos: saturadas e (como a manteiga) e trans - também chamadas de gorduras vegetais hidrogenadas (como a maior parte das margarinas). Já as gorduras líquidas são insaturadas, como azeite e óleos presentes em castanhas. Essas são melhores porque aumentam o HDL. As gorduras líquidas também são divididas em dois grupos: monoinsaturadas (abacate, nozes, azeite) e polinsaturadas (peixe, óleo de soja). As gorduras polinsaturadas são as únicas que o corpo não produz sozinho, e elas também vêm em dois tipos: ômega-3 e ômega-6. A ômega-6, que está no óleo de soja, nas carnes e nos laticínios, é muito abundante nos alimentos, e portanto, você não precisa se preocupar em consumi-la. Mas a ômega-3 é rara, daí a importância de comer peixe, frutos do mar e óleos de canola e linhaçaPor muito tempo, a gordura saturada foi vista como a pior. Mas hoje se sabe que ela, ao mesmo tempo em que aumenta o LDL, aumenta também o HDL - ou seja, não faz só mal. Hoje é na gordura trans que a etiqueta "Livre-se disso!" se dependura. O processo de hidrogenização - que consiste em adicionar hidrogênio à gordura vegetal - permite que o produto dure mais tempo na prateleira do supermercado, mas eleva muito o LDL no sangue. Um ótimo negócio para os fabricantes, um péssimo negócio para você. Seu corpo vai agradecer se o sorvete, batata frita de saquinho e margarina forem trocados por sorbet, brócolis e azeite. Além disso, é bom ficar atento aos rótulos e evitar produtos que têm "gordura vegetal hidrogenada" na lista de ingredientes.
A reabilitação das gorduras fez emergirem acusações contra outro grupo de alimentos: os carboidratos. A idéia de emagrecer comendo bacon no café da manhã convenceu muita gente cansada de privações na tentativa de perder peso. Hoje, milhões de pessoas (26 milhões só nos Estados Unidos) seguem dietas que limitam a ingestão de carboidratos. Muitos nutricionistas estão esperneando, afinal não há estudos que garantam que tanta proteína e gordura não tenha efeitos negativos a longo prazo. Para atender à nova demanda, a indústria de alimentos estampou "sem carboidratos" ou "baixo índice glicêmico" nas embalagens."Índice glicêmico" é a medida do nível de glicose que o alimento gera no sangue. Carboidratos como grãos integrais e fruta têm índice glicêmico baixo - eles são ricos em fibras, que retardam a absorção de açúcar. Outros, como pão e arroz brancos, batata e açúcar têm índices altíssimos. Eles elevam rapidamente a taxa de glicose no sangue e forçam o corpo a armazenar o excesso dentro das células. Quem faz o trabalho de armazenamento é a insulina. Quando comemos alimentos de alto índice glicêmico, produzimos muita insulina de uma só vez. O excesso do hormônio diminui o nível de glicose no sangue e a queda faz o corpo pedir mais, gerando a sensação de fome. Ou seja, consumir muita comida com alto índice glicêmico pode aumentar a compulsão alimentar. E não é só isso: está ficando mais claro que esses altos e baixos na produção de insulina podem levar a diabetes tipo 2, uma doença séria, cuja incidência está explodindo.
A má notícia é que isso significa abrir mão de comer arroz branco e batata todo dia. Além de índice glicêmico altíssimo, eles têm poucos nutrientes comparados a substitutos como brócolis ou ervilhas. E, se você acha impossível substituir arroz, passe em uma loja de produtos naturais. Amaranto, cevada, e quinoa são só alguns dos grãos que você deixa de lado ao optar pela monotonia alva do arroz nosso de cada dia.
Opnião do blogueiro
A dieta cetogênica, isto é, aquela que corta todos os tipos de carboidratos durante a dieta, é excelente para a perda de peso de forma rápida e de certa forma com certa segurança, entretando a falta de carbos e a auta ingestão de gordura pode resultar num aumento do colesterol ruim, e assim como houve rápida perda de peso durante o período longe de carboidratos, o retorno da vida alimentar antes da dieta cetogenica, resultara num ganho de peso tão rapido quanto a perda do mesmo. O mais interessante ao meu ver, seria o ciclo de carbos, ou seja, ingerir os carbos por poucos periodos de tempo, por exemplo no fim de semana(sabado e domingo) e durante a semana (segunda a sexta), manter a baixa ingestão de carbos, sendo estes de preferência baixo indice glicêmico, logicamente se o objetivo é a perda de gordura, assunto que sera debatido nos proximos posts !
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